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Impacto do Covid19 no setor de Logística
de Transporte aéreo de Cargas no Brasil

Neste artigo vamos tratar de um assunto específico da área de logística, que é o transporte de encomendas pelo modal aéreo.

O mercado de encomendas no setor aéreo é realizado em sua maioria pelos mesmos aviões de passageiros, ou seja, quando há algum problema com aeronave relacionada a manutenção, cancelamento, problema meteorológico dificultando a decolagem ou pouso, não apenas você que é passageiro irá sofrer um transtorno em sua rotina. 

Outro fator preponderante no embarque de encomendas é que no voo a prioridade de embarque de bagagens é dos passageiros, ou seja, se os mesmos levam muitas bagagens o espaço disponível no porão da aeronave diminui ou não há capacidade para o setor de encomendas. Consequentemente as encomendas que foram relacionadas pelo setor de cargas da empresa aérea para aquele voo não irão embarcar, ocasionando dependendo do produto que o cliente adquiriu pela empresa aérea, atraso na entrega no seu destino.

De acordo com as regras do setor aéreo, a bagagem não pode viajar desacompanhada do seu passageiro, então desta forma se não houver espaço disponível no porão as encomendas não voarão.

Não posso deixar de mencionar que, no Brasil antes da pandemia, o mercado aéreo era constituído por no máximo 3 ou 4 empresas aéreas que atendiam a todas as capitais e, aquelas cidades que não são capitais atuavam sem nenhuma concorrência. E quando havia concorrência a data e horário do voo entre elas era muito próximo.

No Brasil, quando falamos de avião cargueiro, o único trecho que conseguia sobreviver era o trecho São Paulo para Manaus e Manaus para São Paulo, devido à alta demanda gerada pela Zona Franca de Manaus. Digo sobrevivia porque depois do que estamos vivendo do COVID19, as empresas aéreas suspenderam as operações com este tipo de equipamento.

Hoje com o cenário que estamos vivendo, o cliente  B2B ou B2C está sofrendo ainda mais para escoar as encomendas no transporte aéreo.

O motivo é simples, com a diminuição da malha aérea em decorrência do COVID19 as empresas aéreas não conseguem cumprir os prazos de escoamento das encomendas em nenhum dos serviços que oferecem, seja o convencional (48 até 72 horas), no dia seguinte (dependendo da localidade 2 dias) e próximo voo (deve realizar o embarque até 2 horas antes do voo e disponibilidade 2 horas após o pouso).

Como estratégia para diminuir os embarques ou aumentar a rentabilidade os valores das tarifas subiram em até 10 vezes dependendo da localidade.

Como consequência ficamos restritos a uma malha pequena, sem opção de envio e a única saída para o setor de encomendas é aguardar a entrada de novas empresas aéreas que possam cumprir com o prazo do produto vendido. Enquanto não surgirem novas, empresas aéreas vamos ter que continuar pagando preços exorbitantes e nos acostumarmos com o não cumprimento dos prazos ou enviar pelo modal rodoviário que tem um preço acessível e nos adequarmos ao prazo de entrega, que pode ser até maior porém há a confiabilidade com o serviço comprado. 

Desejo que no ano de 2021 tenhamos outras empresas aéreas e caso isso não ocorra estaremos fritos….

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